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Publicado em Enquete
Prestes a completar 80 anos de idade, por ser viúva vive sozinha num casarão na Zona Leste de São Paulo. Sim ela tem filhos, mas cada um já cuidando de sua própria vida.
Quando questionada sobre sentir solidão por viver naquelas condições, ela olha profundamente para seu interlocutor e responde com um sorriso aberto:
-Como sentir solidão se ao invés de construir um muro eu coloquei uma janela à minha frente?
Quanta sabedoria, quanta lucidez, e quanta disposição…
Ela poderia sim reclamar de sua condição de viúva, dos filhos viverem suas próprias vidas. Mas ela prefere traçar outro caminho: O de abrir a janela de sua vida e enxergar o que há do outro lado…
E ela completa:
- Afinal há tantas lembranças boas, há tantos conhecimentos acumulados e muito por fazer… O mundo precisa de gente com a janela aberta, com disposição para aprender sempre e realizar coisas. Não adianta ser cercada de amigos, de pessoas e animais se o mais íntimo sentimento é aquele que traz a sensação de faltar algo, de vazio.
Não há carência, não há vazio quando se está com a janela aberta para as oportunidades e para os mais diversos tipos de relacionamentos. A solidão está na cabeça do solitário que tem um muro à sua frente.
Então esta senhora, no alto de seus 80 anos abre sua janela, olha à sua volta e descobre a cada dia um novo jardim a ser cuidado, uma pessoa diferente a se relacionar, um animal a ser tratado, e assim vai vivendo a sua tão preciosa vida fazendo a diferença para quem passa por sua janela.
Publicado em Biográfico | Tags:aprendizagem, Autoconhecimento, Biográfico, comportamento, crenças, espiritualidade, felicidade, habilidades pessoais, Psicologia, reflexão, Solidão, terapia
Depressão é um mal que afeta o estado de humor das pessoas. Qualquer pessoa pode ser por ela afetada, não importando idade ou sexo, porém há maior predomínio nas mulheres. A depressão pode ocorrer também com crianças e idosos.
Muitas são as causas da depressão, que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, como fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos.
O diagnóstico deve ser feito por especialista que levará em conta a intensidade do sofrimento que aparece sem motivo aparente, durando a maior parte do dia por pelo menos duas semanas.
O mais importante é saber como a pessoa sente-se, como ela organiza a sua vida (trabalho, cuidados domésticos, cuidados pessoais com higiene, alimentação, vestuário) e como ela se relaciona com outras pessoas, a fim de se diagnosticar a doença e se iniciar um tratamento eficaz.
A pessoa deprimida apresenta tristeza, desesperança, desânimo, desinteresse por qualquer atividade que antes lhe dava prazer. Pode também ocorrer em forma de raiva, ira, agressividade, apontar culpa no outro, ou ainda, apresentar inúmeras dores pelo corpo sem causas justificadas. O sono e a alimentação são também alterados, apresentando sensação de cansaço e fatiga. É comum, na depressão o pensamento constante relacionado à morte de si mesmo como de outras pessoas.
A depressão varia em grau: do Leve ao Grave com delírio psicótico. O tratamento vai depender então do seu grau. Havendo casos em que apenas a psicoterapia atende perfeitamente à demanda, como há os casos em que há necessidade de acompanhamento medicamentoso juntamente com a psicoterapia.
Nem toda tristeza é sintoma de depressão. A depressão é uma doença séria e assim deve ser tratada. Que se atente então, aos seus sintomas e freqüência antes de se partir para tratamento equivocado, o que pode causar inúmeros prejuízos à pessoa.
Publicado em Fio de Ariadne | Tags:Autoconhecimento, comportamento, Depressão, Psicologia, terapia
Ele, um homem comum.
Vocês? Não se sabe ao certo.
Ele, homem família.
Vocês, sem identidade definida.
Ele, objetivo e construtivo.
Vocês, o poder em primeira instância.
Ele, sob ameaça defende os seus.
Vocês, com ameaças subjugam para os seus.
Ele, consciência e alma puras.
Vocês, sem qualquer consciência e vergonha.
Ele, dando a cara para bater.
Vocês escondidos atrás de um nevoeiro.
Ele, sábio silêncio.
Vocês, altos gritos para acuar.
Ele, comprometido e compromissado.
Vocês, bem… vocês.
Ele, transformação do próprio sofrimento em auxílio ao seu próximo.
Vocês, provocam o sofrimento como medida exemplar.
Ele, o perseguido.
Vocês, caça às bruxas.
Ele, figura ímpar.
Vocês, se embaralham nos nós dos próprios rabos.
Ele, assim como o azeite e água: Não se misturam.
Vocês, batalham na construção de mais um monstro.
Ele, monstro sagrado.
Vocês, por pura ignorância e egoísmo, constroem o próximo mito.
Publicado em Biográfico | Tags:aprendizagem, Biográfico, comportamento, crenças, Julgamento, reflexão, terapia
Sensação de controle e conforto.
Tudo se encaminha a contento, sensação de que há uma ordem estabelecida. A vida parece orquestrada. Os instrumentos em seus devidos lugares e com afinação impecável.
Mas nem tudo são flores.
Há também os espinhos, e a insistência em não enxergá-los. Eles são pontiagudos. Penetram, rasgam, machucam numa intensidade que só quem é atingido, o reconhecem e valorizam.
É um valor devastador, certamente. E que preço há de se pagar por ele…
Tamanho é o susto do impacto, um atordoamento descomedido toma lugar e perde-se o eixo de si mesmo. Buscas por respostas, por explicações, por culpados e até por aliados.
E a flor, com toda sua beleza e delicadeza é esquecida, deixada de lado.
Esquece-se do todo e foca-se no espinho. O espinho passa a ser o norteador da vida, e ironicamente, o grande gerador de nova zona de conforto. Mas ele é só mais um espinho. Por maior e ameaçador que seja, não passa de um espinho. É essa sua natureza, a de espinho, não podendo mudar jamais.
Tanto a flor como o espinho ensinam o valor de cada papel e função. Não existe o mais ou o menos importante. Existem apenas as diferenças que se complementam.
E depois da ressaca, vem a esperança. Elasticamente os ânimos aos poucos voltam aos seus lugares, e lá vem mais uma chuva trazendo a possibilidade de renovação.
Publicado em Biográfico | Tags:aprendizagem, Autoconhecimento, Biográfico, felicidade, Primavera, prosperidade, Psicologia, reflexão, Renovação, terapia
Muito se fala e se procura a felicidade. Mas o que é a felicidade?
Seria algo que se adquire? Ou algo que é feito? Ou ainda, algo que se tem?
Mas, não se diz eu tenho felicidade, eu compro felicidade, eu faço felicidade.
O próprio vocabulário remete ao verbo ser: Ser feliz.
Pode-se sim em muitos momentos sentir-se feliz pela aquisição disto ou daquilo, ou pela realização de algo… Mas são situações momentâneas e fugazes.
Para se alcançar a felicidade é preciso conhecer suas leis:
Ser
Saber
Fazer
Ter
A felicidade passa a ser certeira só quando os quatro pilares estiverem presentes. Sua ordem não tem importância, desde que sejam vivenciados e respeitados, e na sua integração e complementação é gerado um estado de espírito destemido e que enfrenta as adversidades.
Entende-se então, que felicidade é, antes de tudo, um estado de espírito que a pessoa alcança, independentemente de cor, raça, sexo, idade, crença…
Um estado de espírito empreendedor e realizador. Com força suficiente para buscar a satisfação nos menores ou maiores desafios que a vida possa oferecer.
Sendo assim, o próprio desafio é a alavanca para se alcançar o estado de espírito chamado felicidade.
*texto escrito a partir de enquete feita no site.
Publicado em Biográfico | Tags:aprendizagem, Autoconhecimento, comportamento, felicidade, habilidades pessoais, interesses, propósito de vida, prosperidade, Psicologia, reflexão
Há uma lenda chinesa que diz mais ou menos assim:
“Um velho pai em seu leito de morte chama seus filhos e pede que cada um pegue uma vara de bambu e quebre-a ao meio. Todos os filhos conseguiram sem nenhuma resistência.
O pai então pede que cada filho pegue agora um feixe de bambus e quebrem-no ao meio. Nenhum dos filhos conseguiu quebrar o seu feixe.
O Velho disse que ainda era tempo de aprenderem mais esta lição:
Assim como a vara, se cada filho agir isoladamente a primeira tempestade o quebrará. Mas se ficarem juntos e agirem como a um feixe, enfrentarão certamente a muitas tormentas, mas dificilmente quebrarão”.
Há, uma outra lenda também chinesa que diz:
“ Há um grupo de pessoas famintas e apenas um monte de arroz cozido a uma distância que só podem alcançar com longas e finas varas.
As pessoas alcançam o arroz, mas não conseguem trazê-lo até suas bocas, pois as varas são longas. E aí é o inferno. As pessoas, mesmo com alimentos morrem de fome.
Há um outro grupo de pessoas famintas e apenas um monte de arroz cozido a uma distância que só podem alcançar com longas e finas varas.
As pessoas alcançam o arroz, mas como não conseguem alcançar suas próprias bocas, levam o alimento às bocas de seus companheiros, saciando a sua fome. Aí é o Céu. Todas as pessoas são alimentadas e satisfeitas”.
São duas lendas que nos levam a refletir sobre a condição humana. Na vulnerabilidade da solidão e egoísmo morre-se de fome, eis o inferno.
Mas juntos, prestando atenção às necessidades do outro, respeitando os direitos do outro, encontra-se a convivência, eis o céu.
Se cada um cumprir com seus deveres de cidadão e ser humano, ninguém certamente precisaria lutar por seus direitos.
Publicado em Fio de Ariadne | Tags:aprendizagem, Autoconhecimento, Cidadania, comportamento, crenças, Deveres, Direitos, Psicologia, reflexão
Atitudes impulsivas e incontroláveis; Frieza, Insensibilidade com relação às outras pessoas; Ausência de valores morais; Desobediência persistente; Crueldade com animais; Destruição de propriedades; Comportamento desafiador; Agressividade; Desrespeito às normas e regras; Mentiras; Mudanças súbitas de temperamento; Furtos; Teatralidade, Manipulação Social, Fugas de Casa quando criança, Cabula aulas…
Estamos falando aqui da sociopatia, popularmente conhecida como a doença da maldade. A sociopatia é um Transtorno de Conduta, onde o portador não aprende com a punição, pois tem déficit na capacidade de sentir emoções.
Para se diagnosticar a sociopatia é preciso observar sintomas que envolvem padrão de comportamento repetitivo e persistente manifestado pela presença de no mínimo três dos critérios nos últimos 12 meses, ou de um critério que se apresente nos últimos 06 meses.
Desde pequenos, os sociopatas manifestam tendências e comportamentos que são altamente indicativos de como serão quando adultos. Sua atitude ao reconhecer que seu comportamento não é aceito pela sociedade, é escondê-lo, sem contudo exterminá-lo.
Não existe cura nem tratamento para a sociopatia. Todos os especialistas são unânimes em reconhecer que é praticamente impossível tratar um sociopata, pois ele não tem ansiedade, é totalmente imune à punição e sua moral ética é totalmente distorcida. Os sociopatas violentos precisam ser trancafiados para o resto da vida no manicômio judiciário, para que a sociedade seja preservada de seus atos.
Mas, há aqueles que apresentam determinado conjunto de sintomas e não são sociopatas. São pessoas que apresentam outros desajustes ou dificuldades de relacionamento.
Todo cuidado se faz necessário. É preciso um diagnóstico criterioso realizado por profissional capacitado, evitando-se com isto rotulações prematuras e distorcidas.
Publicado em Fio de Ariadne | Tags:aprendizagem, Biográfico, comportamento, criação, Grupos de Apoio Terapêutico, interesses, Psicologia, Relacionamento, Sociopatia, terapia, Transtornos
Sou da geração que acordava pela manhã com o barulho do despertador.
Sou da geração que tinha fogão à lenha, à gás ou elétrico. Em casa tínhamos os três.
Sou da geração que os toca-discos eram manuais e separados do rádio.
Sou da geração que tinha TV em casa, mas com horário para assistir as programações mais adequadas para a idade.
Sou da geração do telefone a disco, e na minha cidade solicitava-se à telefonista o número desejado, e aguardava-se a ligação ser completada.
Sou da geração onde o carro da família era dirigido apenas pelo pai. Minha mãe até tentou dirigir, mas não gostou da experiência e achou melhor ficar na dependência.
Sou da geração que aprendeu datilografia em máquina manual. As teclas eram pesadas e duras dificultando sua manipulação.
Sou da geração que arquivo era um armário de metal com gavetas para guardar documentos.
Acompanho entre assustada e admirada tamanho desenvolvimento e aperfeiçoamento das máquinas. A cada dia uma inovação que surpreende a todos. O que é novidade hoje, amanhã estará obsoleto.
Tenho a sensação que serei a qualquer momento atropelada pela velocidade tecnológica, e que não conseguirei acompanhar tal dinamismo.
É uma sensação tão forte que por muitos momentos me sinto uma burra tecnológica, mas aos poucos vou aprendendo e me adaptando e o novo já não é tão assustador.
Passo de burra a míope tecnológica. Manipulo as máquinas com certo receio, sem ainda enxergar a dimensão de suas possibilidades e muito menos a minha capacidade de uso.
Em muitas circunstâncias parece até má vontade de minha parte, o que não é verdade. O difícil é a alfabetização tecnológica e entender toda uma linguagem específica, que mais me parece grego, afinal, toda linguagem é um sistema de sinais e signos e com a sua compreensão a comunicação é construída.
Então concluo aliviada, que qualquer tipo de máquina é só mais um recurso que facilita minha vida de forma eficaz e eficiente e ela, a máquina, e tão somente ela me servirá, sem a hipótese de me tornar sua escrava. E de míope passo a inteligente tecnológica fazendo uso dos recursos que me são úteis e necessários, me deliciando com as boas novas.
Publicado em Biográfico | Tags:aprendizagem, Autoconhecimento, comportamento, criação, felicidade, habilidades pessoais, memoria, propósito de vida, Psicologia, terapia
Tempos difíceis esses que exigem demais da gente… Mas são paradoxalmente fáceis quando são recheados de muita alegria e positividade.
Difíceis quando há necessidade de desdobramentos para reavaliar e esticar o orçamento doméstico para que a vida continue e o essencial não falte.
Fáceis quando se depara com um novo mês chegando e que se sobrevive com dignidade a toda e qualquer tempestade.
Difíceis quando o filho pede algo inatingível para ele, e sobretudo para você.
Fáceis quando o filho chega feliz contando de um elogio que recebeu na sala de aula, ou do aproveitamento nas provas escolares, ou da conquista de mais um amigo, ou simplesmente da sua esperança e entusiasmo.
Difíceis quando se acredita que não há mais jeito, que o estrago está feito e que só resta chorar.
Fáceis quando se é procurado por alguém que lhe deposita confiança pedindo o ombro amigo como apoio.
Difíceis quando se sente impotente diante de uma dificuldade.
Fáceis quando esta mesma dificuldade é superada.
Difíceis quando só se tem alguns poucos legumes para servir no jantar e são tantos para alimentar.
Fáceis quando estes mesmos legumes são servidos magicamente na forma de sopa, torta ou uma deliciosa salada, matando a fome de todos com prazer.
Difíceis quando o sentimento de solidão toma conta.
Fáceis quando se está sozinho, mas com a certeza de poder contar com entes os queridos e amados.
Difíceis quando só o “ter” prevalece e há a constatação que não se tem.
Fáceis quando o “ser” é valorizado a ponto de curtir tudo aquilo que se tem.
Difíceis quando não há compreensão, mas só competição.
Fáceis quando há fé, esperança e muito amor.